Edward Curtis iniciou sua carreira como fotógrafo registrando as damas da sociedade americana na cidade de Seattle nos anos de 1880. Aventureiro nato, partiu numa expedição para o Alasca em 1899 onde teve contato com as tribos esquimós.

Ao retornar do Alasca, Curtis partiu com alguns cientistas para observar as sociedades indígenas em Montana e imediatamente se encantou com o estilo de vida dos índios nativos.

Ao longo de vários anos de trabalho (o que ocasionou o fim de seu casamento por conta de sua ausência), Curtis documentou mais de oitenta tribos, somando mais de dez mil fotografias – o maior registro histórico dessa cultura tão rica e importante antes do colonialismo.

Em 1913 o banqueiro J.P. Morgan, que financiava o trabalho de Curtis, faleceu repentinamente, impedindo que suas fotografias fossem compiladas na coleção de livros ao qual eram destinadas. O fotógrafo terminou seus dias arruinado financeiramente, juntamente com o desaparecimento da maioria das tribos que ele registrou.

O trabalho de Curtis pode ser definido como uma viagem no tempo para terras longínquas onde o “homem branco” ainda não havia pisado. Tais registros tem um valor histórico incalculável e merecem ser apreciados com gratidão a este homem que dedicou sua vida às últimas tribos que habitaram inclusive paisagens como o Grand Canyon, cenário da campanha Inveno 14 da Beagle. Para ver mais fotos, clique aqui.



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