28 de agosto 2013

Habitantes nativos da Ilha de Páscoa, os Rapa Nui constituem hoje 60% da população local. Segundo historiadores, a civilização Rapa Nui foi responsável pelo seu próprio declínio por não ter preservado o meio ambiente  – os Rapa Nui desmataram suas florestas e, sem alimento, sua sociedade entrou em colapso.

Os Rapa Nui celebrando o Festival Tapati

Os Rapa Nui pertenciam a uma cultura extraordinária que mostrava já no século XVI astronomia avançada, escritura hieroglífica parecida à dos egípcios, altares de pedra e estátuas monumentais esculpidas em pedra vulcânica chamadas moai. Os 887 moai espalhados pela Ilha, sua principal atração turística, simbolizam lideranças políticas e seus povos.

Fotos do catálogo Primavera/Verao Beagle

O desaparecimento desse povo ainda é controverso e a construção dos moai continua intrigando estudiosos – segundo a lenda Rapa Nui, o mestre escultor Have Hake foi o primeiro a talhar na pedra os primeiros moai. Seus únicos discípulos, Miru A´Hotu e Tani Teako A´Hotu, aprenderam a técnica mas morreram sem a ensinar a outros. Como os Rapa Nui os viam trabalhando ao lado do vulcão Rano Haraku, passaram a golpear as paredes do vulcão com suas ferramentas, como se pedissem uma inspiração. Um dia viram sair lá de dentro um moai gigantesco, caminhando para fora até chegar a um lugar onde parou e ficou petrificado – aos poucos outros foram saindo e se estabelecendo em diferentes pontos da ilha a que chamavam Ahu. Uns se enfileiraram com o rosto voltado para o mar. Outros deram as costas para as águas e miraram o interior. Alguns tropeçaram e caíram. Todos viraram pedra.



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